Mensageiros da Verdadeira Luz

“E João, ouvindo no cárcere falar dos feitos de Cristo, enviou dois dos seus discípulos,
A dizer-lhe: És tu aquele que havia de vir, ou esperamos outro?” (Mt 11.2-3)

 Este João ficou conhecido como “o Batista” devido ao caráter batizador de seu ministério. Ele foi fiel ao anúncio da mensagem que lhe foi entregue  por Deus 1, denunciando o pecado de várias pessoas. Porém, por denunciar o adultério do tetrarca Herodes, foi preso e morto (Lc 3.18-20;  Mt 14.1-12).  E, mesmo encarcerado, enviou mensageiros para Jesus não para pedir auxílio, mas para se certificar de que não havia induzido pessoas ao erro ao apresentar Jesus como o Messias. Demonstrando, desta forma, que mesmo sofrendo provação devido á sua postura fiel ao propósito Divino, a sua fidelidade  e zelo quanto ao cumprimento do ministério que lhe foi entregue, se manteve.
Quando os mencionados discípulos de João partiram, Jesus testemunhou á multidão á respeito de quem era João:

  • Jesus relatou a simplicidade da aparência física de João.

“… Que fostes ver no deserto? uma cana agitada pelo vento? Sim, que fostes ver? um homem ricamente vestido? Os que trajam ricamente estão nas casas dos reis.” (Mt 11.7-8);

A primeira vestimenta de Adão e Eva foi feita por Deus e era de peles de animais (Gn 3.21). Deus a fez pois o casal estava envergonhado e se escondeu da presença do Senhor (Gn 3.1-11) por perceberem que estavam nus.  Esta percepção ocorreu apenas depois deles terem cometido o primeiro pecado da humanidade, que levou á  introdução do pecado no mundo (Rm 5.12).

Portanto,  a semelhança da vestimenta feita por Deus á Adão e Eva em relação á de João 3 foi para identificar João como o representante da humanidade escolhido por Deus (Jo 1.6), para apresentar diante Dele 4 a redenção dos pecados cometidos por nós alcançada através do sacrifício do cordeiro Jesus (Ef 1.6-7), reconciliando-nos com Deus Pai (Rm 5.10-11).

Na Antiga Aliança, o cordeiro era um animal sacrificial (Lv 5.17-19) e apenas o sumo sacerdote poderia apresentar um animal diante de Deus para expiação dos pecados das pessoas.

Esta apresentação aconteceu durante o batismo de Jesus. Deus aceitou-O como sacrifício quando disse:

“ E eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo.” (Mt 3.17)

  • Jesus engrandeceu a pessoa de João e confirmou a autenticidade Divina do seu ministério de sumo sacerdote:

 “…Mas, então que fostes ver? um profeta? Sim, vos digo eu, e muito mais do que profeta;

Porque é este de quem está escrito: Eis que diante da tua face envio o meu anjo, que preparará diante de ti o teu caminho.” (Mt 11.9-10) e

  • Jesus chamou atenção para a linhagem sacerdotal de João herdada através de sua mãe 5.

 “… entre os que de mulher têm nascido não apareceu alguém maior do que João o Batista…” (Mt 11.11)

 

Continuando…

  “… mas aquele que é o menor no reino dos céus é maior do que ele.” (Mt 11.11).

O “menor” no reino dos céus, era o próprio Jesus durante seu ministério terreno  “… que fora feito um pouco menor do que os anjos, por causa da paixão da morte, para que, pela graça de Deus, provasse a morte por todos.” (Hb 2.9)

 

Entretanto, Jesus é maior que João pois, enquanto vivera, João foi  sumo sacerdote, enquanto Jesus é rei, profeta e sumo sacerdote eternamente.

 

“Porque todos os profetas e a lei profetizaram até João.” (Mt 11.13)

Portanto, João representou o fim da Antiga Aliança. Logo, ele é o último sumo sacerdote da Antiga Aliança reconhecido por Jesus. Na época de Cristo, Anás e Caifás eram sumos sacerdotes. Entretanto, Deus enviou João Batista (Lc 3.2) para testificar Jesus como “o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (Jo 1.29) e batizá-lo, cumprindo, desta forma, toda a justiça (Mt 3.15). Destacando a clara desaprovação Divina quanto ao sumo  sacerdócio de Anás e Caifás, contra a confirmação do de João, o Batista.

“E, desde os dias de João o Batista até agora, se faz violência ao reino dos céus, e pela força se apoderam dele.” (Mt 11.12).


João despertou interesse de autoridades religiosas da época em conhece-lo. Pois, “os judeus mandaram de Jerusalém sacerdotes e levitas para que lhe perguntassem: Quem és tu?” (Jo 1.19)

“E os que tinham sido enviados eram dos fariseus.” (Jo 1.23)

“E confessou, e não negou; confessou: Eu não sou o Cristo.
E perguntaram-lhe: Então quê? És tu Elias? E disse: Não sou. És tu profeta? E respondeu: Não.
Disseram-lhe pois: Quem és? para que demos resposta àqueles que nos enviaram; que dizes de ti mesmo?

Disse: Eu sou a voz do que clama no deserto: Endireitai o caminho do Senhor, como disse o profeta Isaías.” (Jo 1.19.23)

 

Demonstrando que João reconhecia exatamente qual era a sua identidade e o propósito do Senhor sobre sua vida.

Quando João soube que discípulos seus começaram á seguir Jesus (Jo 3.26), ele se alegrou em perceber que a obra do Senhor sobre a própria vida estava cumprida (Jo 3.29) e ainda falou:

“É necessário que ele cresça e que eu diminua.” (Jo 3.30)

Logo, além de não invejar o ministério alheio, não pretendeu através de sua vida deixar de exaltar á Cristo.

Jesus Cristo foi glorificado por Deus Pai como o nosso Sumo sacerdote (Hb 5.5) e ofereceu um sacrifício eterno muito mais excelente que qualquer outro ( a si mesmo), para nos resgatar da nossa vã maneira de viver com o Seu precioso sangue, como de um cordeiro imaculado e incontaminado. (1 Pe 1.18-19; Ap 5)

Através de seu próprio sangue, Cristo entrou uma vez no santuário, efetuando eterna redenção por toda a humanidade.

Jesus se fez Mediador de um novo testamento (Nova Aliança) entre Deus e a humanidade. Então, á Jesus foi necessário morrer, pois um testamento não possui força enquanto o testador vive (Hb 9.16.17). Com conseguinte, após Sua morte de cruz, Ele entrou no maior e mais perfeito tabernáculo, o céu6 , para interceder por nós diante de Deus (Hb 9.24).

 

Após a consumação da morte de Cristo, ao obedecermos á palavra de Deus, seremos eternamente salvos  (Hr 5.9), nos tornamos filhos de Deus e sacerdotes reais para anunciarmos Jesus ás pessoas ( 1Pe 2.1-9; Ap 5.10), consagrados através do Seu sangue  (Hb 10.19-20).

 

Assim como João, o Batista, que sejamos humildes, simples e fiéis ao Senhor e que não queiramos ser a luz7. Mas sim, mensageiros da verdadeira luz que é o Senhor Jesus Cristo 8.

 

 

  1. Lc 1.16-17; Lc 3.7-14
  2. Jo 1.14-15; Jo 1.29-33
  3. vestido de pêlos de camelo (Mc 1.6)
  4. O Deus encarnado Jesus (Jo 1.14)
  5. Lc 1.5; 1Cr 24.10
  6. “o santuário celestial”(Hb 9.11)
  7.  desejar a glória que só pertence á Deus.
  8. Jo 1.1-10

 

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Publicado por

Gisele

" É necessário que Ele cresça e que eu diminua." (Jo 3.30)

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